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Festival Supernada encerra edição com punk, hardcore e uma dose generosa de caos

A impressionante Catïça no encerramento do Supernada - Foto: Raphael Maiffre / Ruído Alternativo


O segundo e último dia do Festival Supernada veio para provar que a primeira noite não tinha sido um acidente. Se o primeiro dia já havia entregado uma boa dose de nostalgia e peso, o encerramento mergulhou de cabeça no punk, no hardcore e no caos, encerrando a edição de 2026 com uma sequência de shows que, segundo os próprios produtores, colocou esta como a melhor edição do festival até aqui.

A última noite reuniu três apresentações: representando Salvador, Wildrock e Lasso. E, diretamente de Londrina, a Catïça.

A Wildrock se apresentou com uma formação diferente da habitual, mas sem abrir mão da consistência que acompanha a banda desde sua origem, em meados dos anos 2000. Tive a oportunidade de assistir ao primeiro show do ano do grupo, no início de 2026, justamente durante o lançamento de "Verde Cana", um dos materiais autorais mais interessantes que a cena independente de Salvador produziu neste ano. No Supernada, o disco voltou a ocupar seu espaço no repertório e acabou funcionando quase como uma declaração de intenções: dali para frente, a noite seria barulhenta (sempre no bom sentido).

 
Apresentando mais uma vez o álbum "Verde Cana", a Wildrock - Foto: Raphael Maiffre / Ruído Alternativo

Na sequência, veio a Lasso, inédita para mim e uma das boas surpresas da noite. Com um som mais pesado e direto, a banda não precisou de muito tempo para colocar o público em movimento. Guitarras pesadas, vocais marcantes e uma bateria absurdamente competente deram o tom para as primeiras rodinhas da noite.

O repertório passou por faixas do EP "Covarde", já disponível nas plataformas digitais, mostrando uma banda que sabe exatamente onde quer chegar. E, para quem saiu de lá querendo mais, a espera não será longa: a Lasso já prepara outro show para outubro, novamente na Casa 141.

Não tem pra onde fugir: A Lasso é insana! - Foto: Raphael Maiffre / Ruído Alternativo


Mas o Supernada, que, naquela altura, já poderia tranquilamente ser chamado de Supertudo (não lembro quem fez essa piada no momento), encerrou a edição de 2026 com uma das performances mais frenéticas e insanas que eu assisti nesse ano.

Diretamente de Londrina, a Catïça fechou a noite entregando uma das performances mais caóticas e divertidas que já vi. Eu já vinha me preparando durante a semana para aquele show, tentando decorar o máximo possível das músicas do quarteto. Ainda assim, nada me preparou completamente para o que aconteceu na Casa 141.


A energia pulsante do show da Catïça - Foto: Raphael Maiffre / Ruído Alternativo


Com pouco mais de dois anos de trajetória, a banda impressiona pela maturidade no palco e pela capacidade de transformar suas músicas em uma experiência quase física. Não à toa, recentemente assinou com a Deck e se prepara para lançar, no próximo mês, o disco "Cereja de Xuxu". No repertório do Supernada, apareceram faixas do EP "Bongada Massiva", lançado este ano, além dos recém-lançados singles "Surpresinha" e "Pé Vermei".

 E quando parecia que já era hora de acabar, a resposta foi tão positiva que ainda teve espaço para um bis, fechando a passagem da banda por Salvador em grande estilo e encerrando o festival.

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